
Histórico:
O Ano de 2003 foi muito importante para o carnaval virtual, começava uma nova era para os amantes das escolas de samba, para os artistas que não tinham chance de mostrar seus trabalhos. Nascia um projeto que hoje se tornou uma paixão. Nascia principalmente uma das mais tradicionais escolas virtuais: União da Beijilha. A Alegria é sua marca e vamos comemorar esses cinco anos de sucesso. Hoje a União vai começar!
O Início antes do início.
Todo apaixonado por alguma coisa vive em função disso, mesmo que não assuma. Apaixonados por carnaval, desde crianças sonham em um dia participar desta festa e, através da própria imaginação, brincam de artesão, compõe sambas sem melodias, cria sua própria escola de samba. Com o tempo essa criança encontra outras crianças que compartilham desta fantasia, e transformam através da modernidade um sonho perseguido desde muito tempo. Surgia o carnaval Virtual. E dentro deste novo cenário carnavalesco surgia o GRESV BEIJILHA DO GRAJAÚ, embrião da União da Beijilha. Através dos Irmãos Gustavo e Felipe Andrade, torcedores respectivamente da União da Ilha do Governador e Beija Flor de Nilópolis e também de Fábio Vinícius, morador do bairro do Grajaú.
Nas cores verde e azul, trazendo o Papagaio como Símbolo, a junção da Beija Flor da escola da Ilha do Governador se fez perfeita. Junção entre a técnica e a alegria, que através do enredo “Do Grajaú ao Catumbi, o Paraíso é aqui”, trouxe além da irreverência na qual a escola se propôs, a Inovação, pois vinha com a primeira bateria num carnaval virtual. A escola conseguiu o 5° lugar no primeiro carnaval virtual, comandando pela Liga Independente das escolas de Samba Virtuais.
União da Beijilha – Da Vitória a perseguição.
Apesar do sucesso, a Beijilha do Grajaú não conseguiu evitar a separação dos dirigentes, e desta separação surgiu no dia 15 de novembro de 2003, a GRESV União da Beijilha. A escola nasceu com o propósito de brilhar ainda mais no carnaval Virtual. Thiago Lepletier, também torcedor da União da Ilha, se juntou a Gustavo e Fábio e ajudou na criação da escola.
A Escola da Ilha do Governador foi escolhida para ser a madrinha da agremiação, trazendo a Águia da Escola com a flor na boca, como símbolo. Com a vontade de voar mais alto, Aloísio Villar, compositor famoso do Bairro Insulano e vencedor do Estandarte de Ouro de 2001, foi eleito presidente da ala dos compositores e teve a honra de levar o primeiro samba da escola para o carnaval virtual. Com uma gravação ousada e profissional, a escola mostrava a todos que viria realmente para marcar seu nome no mundo virtual.
Faltava um carnavalesco, então para completar esse timaço, Letycia Fiúza e Nil Vieira, formaram a primeira comissão de carnaval da Escola, na qual trouxeram o enredo “Os sete príncipes coroados”.
Uma escola bem armada com estrutura de uma escola real num carnaval onde o profissionalismo era visto com desprezo, gerou muita polêmica por parte das outras agremiações virtuais. E no desfile de 2004, a escola foi prejudicada por querer mostrar que o carnaval virtual poderia sim ser uma brincadeira séria. O 2° lugar no carnaval de 2004 teve gosto de derrota, porém fez com que a escola ficasse “mordida” e entrasse em 2005 com uma gana maior de vitória.
Porém, sozinha no “profissionalismo” , foi acusada de plágio de enredo. Um enredo que viria para mostrar a força da escola, contava a história dos irmãos Grimm.
Ainda em 2005, é válido destacar que a União da Beijilha foi escolhida para ser a Madrinha da GRESV Corações Unidos, escola que anos mais tarde se consagraria campeã do carnaval da Virtuafolia.
A acusação de plágio caiu como uma bomba na escola, que sem força política na Liga, perdeu a motivação e preferiu se retirar do carnaval virtual. Porém o ideal de fazer do carnaval virtual, uma diversão, mas com seriedade já estava criado, surgiriam muitas escolas que a partir deste ideal, mexeria nas estruturas do carnaval virtual.
A Primeira volta... A segunda perseguição.
No ano de 2005 surgiram muitas escolas com a mesma filosofia que a Beijilha colocara no ano anterior. Esta forma de fazer carnaval virtual fez com que à própria LIESV tornasse profissional, fazendo a festa folia virtual dar um salto grandioso de qualidade. A partir deste salto a paixão pela escola renasceu. Como o nome Beijilha era mal visto pela Liga, além de estar suspensa por ter abandonado o carnaval, A GRESV SEI LÁ foi criada, sendo considerada também um embrião da Beijilha do Grajaú, o enredo sobre o Chaves, lembrou muito o enredo da escola no ano de 2003, era a irreverência de volta ao carnaval virtual. Conseguindo o 3° lugar do grupo B em 2006 e consequentemente a vaga para o grupo A.
Mas Faltava a União da Beijilha, e com todo o sucesso do carnaval virtual e o fim da suspensão da liga, a escola foi convidada a voltar, através do desfile de avaliação. A volta da escola trouxe também a velha magoa e o rancor de alguns dirigentes, pivôs da saída da escola. A agremiação que vinha com o enredo “A doçura da vida no Reino do faz de conta”, inspirado no filme a “Fantástica Fábrica de chocolates” do carnavalesco Marcus Arpex, começou a ser prejudicada com a acusação que uma das fantasias era plagiada. No desfile foi vista com o desprezo conseguindo apenas o 7° lugar na posição geral.
A Segunda volta... Nasce a Virtuafolia.
A Ditadura imposta pela LIESV gerou desconforto em muitas escolas que foram banidas por não apresentarem o CPF de alguns dirigentes. Com isso Nascia a Virtuafolia e 10 escolas, contando com as Campeãs do Grupo especial e Grupo B da LIESV, se juntavam para fazer do carnaval virtual, a brincadeira séria que sonhava a Beijilha no primeiro ano do seu desfile. A União da Beijilha foi convidada, para a liga e garantindo a presença no Grupo de Elite.
A força e a união da nova liga, foram notadas por todos. O Sucesso foi rápido. Gravação do Cd profissional, Festa de Lançamento com a participação de personalidades do carnaval real...
A Beijilha precisava novamente de uma equipe competente. Wilton Lusquinhos, foi escolhido para levar o enredo Aracema Brasilis e o interprete Leleu para levar o samba novamente feito pelo Aloísio Villar.
Problemas com o “seu barracão” foram vitais para 7ª posição das escolas, que era vista como uma das favoritas.
